terça-feira, 10 de agosto de 2010

ALGO MAIS DO QUE UM SIMPLES "CLUBE DA BÊNÇÃO" - Keith Green

Talvez não tenha sido fácil ser um dos primeiros discípulos de Jesus. Ele constantemente desafiava suas motivações em relação àquilo que faziam. Uma das perguntas mais duras que fez, que aliás me assusta, é aquela de Lucas 6: “Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?

Jesus lança esse desafio para nós porque sabe como funciona nossa natureza humana, e sabe que queremos a segurança da amizade com Ele. Sabe que queremos Seu amor e Sua paz em nossas vidas, e que queremos a certeza de passar a eternidade com Ele. Mas Ele também sabe que nós, por causa da nossa natureza humana, não queremos que isso nos custe algo. Queremos tudo de graça. Queremos uma amizade de mão única com Jesus, algo como um “Clube da Bênção”.

O fato é que realmente se trata de uma amizade de mão única. Seu desafio então nos coloca diante de um dos maiores paradoxos do evangelho. Realmente, a salvação é um dom gratuito de Deus. Mas, para recebermos esse dom, o custo é alto – inclusive nossa própria vida. Para recebermos o dom de Deus temos de render nossa vida a Ele, morrer para o nosso velho eu e nascer de novo na Sua família. Foi assim que Jesus desafiou Seus discípulos, e é assim que nos desafia... Quem se assenta no trono da sua vida? Você ainda está no comando, ou Jesus?

Você se lembra da história contada por Jesus sobre o construtor prudente e o insensato? O homem prudente cavou profundamente e construiu sobre a rocha os alicerces para a sua casa. O homem insensato, por outro lado, queria adiantar a construção da sua casa, e construiu sobre a areia, preocupando-se apenas com a rapidez da construção.

Se você edificar uma casa sem se preocupar com os alicerces, vai terminar bem antes de todo mundo. Na verdade, vai parecer, para aqueles que passarem, que você é bastante esperto, enquanto observa da varanda os outros terminarem suas construções. As pessoas, provavelmente, vão pensar: “Esse cara é esperto. Olha só a casa que ele construiu sem o menor esforço!” Essas mesmas pessoas, quando virem a casa que está sendo edificada sobre a rocha, dirão para si mesmas: “Isso é loucura! Tanto trabalhão, suor e esforço para construir uma casa que é igualzinha àquela que o outro sujeito já terminou!

Então vem a tempestade. E com ela a enchente, que destrói a casa que está sendo destruída sem os alicerces adequados. Mas a casa que tem o fundamento adequado permanece firme. Agora, diga-me, quem é o louco?

A nossa fé não é assim também? Somos tentados o tempo todo a edificá-la da maneira mais fácil. Quem é que quer cavar fundo e trabalhar duro? Afinal, os alicerces não aparecem. As pessoas não dizem: “Gostei muito do seu alicerce!” Geralmente, não percebemos os alicerces.

Na nossa carne, preferimos os elogios dos homens do que os de Deus. Queremos exibir algo externo. É isso que importa para nós. Por que se preocupar com um alicerce de obediência interior e serviço ao Senhor? Porém, devemos nos preocupar com essa parte, porque Jesus disse que seremos destruídos por alguma tempestade da vida se não formos capazes de resistir à tentação de construir antes de fazer o alicerce. Todos verão que aquilo que fizemos, por mais interessante que parecesse, havia sido edificado sobre areia. Ficará claro assim que faltou o fundamento. Fica como o homem que começa a construir uma torre sem contar seu dinheiro para ver se tem o bastante para terminá-las (Lc. 14:28-30), ou assim como as cinco virgens néscias que não levaram quantidade suficiente de óleo para manter suas lâmpadas acesas até a chegada do noivo (Mt. 25:1-13). Assim, nós também podemos começar algo em nome do Senhor sem cavar fundo antes de edificarmos. Ele não deseja nos ver em ruínas quando chegam as tempestades, mas sim seguros com Ele na Sua casa bem edificada.

Devemos aprender a trilhar o caminho da fé e rejeitar falsos ensinamentos. Mesmo quando não for popular, devemos defender a verdade. Lembre-se de Hebreus 13:8,9: "Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre. Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas..."

* Extraído e condensado de "Se Você Ama o Senhor" de Keith Green. Editora ABU. pp. 15-19.

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